Diário de Viagem: Roma - Capítulo 2

 

02.09


Descobri talvez a profissão mais ingrata do mundo: guarda da Capella Sistina!

Incrível como em míseros 15 minutos a sensação de quem está lá dentro observando a obra-prima passa de "Que cara chato! Não para de pedir pra não tirar foto, pra ficar quieto..." para "Putz, que povo sem noção, todo mundo tirando foto e falando alto mesmo tendo uma série de placas e avisos por toda parte!".




A Capella é realmente fantástica. Imagine que em pouco tempo que você fica olhado pra cima (e olha que o teto é bem alto) já dá uma dorzinha no pescoço. 


Agora pense na dificuldade de um ser humano em cima de andaimes por vários meses pintado aquilo tudo. 


E o resultado é a mais perfeita perfeição (não consegui evitar a repetição, que não é demais neste caso).



Outra coisa que sempre ouvi é que é preciso percorrer todo o museu, ver todas as salas para então chegar à Capella. 


Não é verdade! 


Existe um atalho por onde se pode rapidamente chegar a ela.

Não que eu tenha feito este caminho rápido, mesmo porque tinha muito para ver em minha primeira visita ao Vaticano, mas há placas e mais placas indicando o 'shortcut'.

Como eu disse acima, tem muita coisa pra ser vista no Vaticano, além da Capella Sistina, que é a cereja do bolo e, neste sentido, até merece ser deixada pro final mesmo.

Mas os Museus do Vaticano (essa é a forma como o complexo é chamado pelos italianos) vão desde uma coleção de selos dos papas até uma exposição dos automóveis usados pelos pontífices, passando por uma sala onde na parede estão desenhados mapas dos mais diversos pontos do planeta (Galleria delle Carte Geografiche). 


 

 



Vale passar por ali!

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Depois dessa maratona vem o sofrimento - muito ligado à tradição católica - para visitar a Basílica de São Pedro.



Um sol escaldante, uma fila interminável na gigantesca praça construída à frente da igreja e apenas duas máquinas de raio-x para inspecionar todos os visitantes...



Mas o sofrimento é compensado quando se entra na basílica e se vê logo de cara o tamanho da estrutura, viro o olhar pra direita e me deparo com uma multidão tirando fotos da Pietá de Michelangelo, mais ao fundo a estátua de São Pedro e bem em frente o altar e o "cemitério dos papas".

 

 

 

 



Na saída tem-se um pouco da noção do que o papa vê quando está no alto da basílica e saúda as milhares de pessoas na praça.

Finalmente, visitar o Vaticano é algo que transcende a fé, eu diria até que a fé fica em segundo plano com as obras de arte tão perfeitas que existem ali.


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O jantar foi no Aroma, restaurante "perdido" numa esquininha da Via della Mercede (o nº é 32, pra quem quiser anotar, mas as mesas externas ficam no que seria a continuação da Via del Moretto), bem perto da Piazza di Spagna e da Fontana di Trevi.

 

 

As massas caseiras, o molho bem feito e o queijo são o casamento perfeito para quem está com fome e quer uma comida simples e bem feita.

O ambiente é legal (parece que os carros que vem da Via del Moretto vão passar reto e invadir o espaço reservado para as mesas do restaurante) em boa parte criado pela descontração e alegria dos garçons, que trazem a cozinha de casa pra sua mesa.



 

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