Blog do Fachin


Inversão de valores

A pergunta e a imagem abaixo me foram enviadas por uma amiga com o título: "Pergunta vencedora em um congresso sobre vida sustentável."

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"




Escrito por Fachin às 16h32
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Direto do Blog do Juca

E agora, José?

José Sarney vive seus últimos momentos e o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, aquele que excomungou todos os adultos envolvidos no aborto de uma gravidez de alto risco em menor estuprada, está se aposentando.

 

Por ROBERTO VIEIRA sobre poema de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

"E agora, José?
A reza acabou,
a presidência dançou,
o povo sumiu,
o escândalo esfriou,
e agora, José?
E agora, você?
Você que tem nome,
que zomba dos outros,
você que excomunga,
cala quem protesta,
e agora, José?

Está sem respeito,
está sem discurso,
está sem destino,
já não pode benzer,
já não pode empregar,
iludir já não pode,
a verba esgotou,
o milagre não veio,
o aplauso não veio,
o jetom não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua negra casaca,
seu instante de santo,
sua imortalidade,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu te rno de oligarca, sua incoerência,
seu trono - e agora?

Com a caneta na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no Maranhão,
mas o Maranhão secou;
quer ir para Roma,
João Paulo não há mais.
José, e agora?

Se você confessasse,
se você se arrependesse,
se você tentasse
ser igual a toda gente,
se você dormisse,
se você sonhasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é eterno, José!

Sozinho entre os muros
príncipe em seu palácio,
só teologia,
sem verdade nua
para se perdoar,
você é o dono do mar 
que fugiu a galope,
você foge, José!
José, pra onde?"



Escrito por Fachin às 22h00
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Inspiração Laboral...

Marilia de Dirceu


PARTE I
Lira I
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d’ expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!

PARTE III
Lira III
Tu não verás, Marília, cem cativos
Tirarem o cascalho, e a rica, terra,
Ou dos cercos dos rios caudalosos,
Ou da minada serra.
Não verás separar ao hábil negro
Do pesado esmeril a grossa areia,
E já brilharem os granetes de ouro
No fundo da bateia.
Não verás derrubar os virgens matos;
Queimar as capoeiras ainda novas;
Servir de adubo à terra a fértil cinza;
Lançar os grãos nas covas.
Não verás enrolar negros pacotes
Das secas folhas do cheiroso fumo;
Nem espremer entre as dentadas rodas
Da doce cana o sumo.
Verás em cima da espaçosa mesa
Altos volumes de enredados feitos;
Ver-me-ás folhear os grande livros,
E decidir os pleitos.
Enquanto revolver os meus consultos.
Tu me farás gostosa companhia,
Lendo os fatos da sábia mestra história,
E os cantos da poesia.
Lerás em alta voz a imagem bela,
Eu vendo que lhe dás o justo apreço,
Gostoso tornarei a ler de novo
O cansado processo.
Se encontrares louvada uma beleza,
Marília, não lhe invejes a ventura,
Que tens quem leve à mais remota idade
A tua formosura.


Tomas Antonio Gonzaga



Escrito por Fachin às 21h12
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Charge - Renato Machado



Escrito por Fachin às 21h31
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Reticências

"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho..."
Mário Quintana



Escrito por Fachin às 21h25
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Sentimental

Ponho-me a escrever teu nome

com letras de macarrão.

No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

e debruçados na mesa todos contemplam

esse romântico trabalho.


Desgraçadamente falta uma letra,

uma letra somente

para acabar teu nome!


- Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!


Eu estava sonhando...

E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

"Neste país é proibido sonhar".


Carlos Drummond de Andrade (Alguma Poesia - 1930)



Escrito por Fachin às 21h18
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Simonal, impagável!

Pra quem ainda não viu o documentário sobre Wilson Simonal, tema do post Nem vem que não tem... publicado ontem, coloco aqui uma mostra do que ele era capaz.

É impressionante a maneira como ele conseguia cativar e comandar a plateia.

Realmente impagável!



Escrito por Fachin às 21h38
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