Problemas técnicos...

 

O blog vem passando por alguns probleminhas técnicos, mas os Diários de Viagem podem ser lidos no seguinte endereço: http://blogdofachin.blogspot.com.br

Minha ideia é colocar os links aqui a cada nova publicação.

Aproveitem!

 

Diários de Viagem: O Retorno!

Pra quem acompanhou os "Diários de Viagem" no ano passado - e gostou, é lógico! - boa notícia!

Eles estão de volta, agora numa versão um pouquinho mais longa, com mais cidades e mais capítulos no total.

Nesta edição, começamos o tour  por Amsterdam (Holanda), vamos para Munique (Alemanha), depois a Viena (Áustria), passamos por Budapeste (Hungria) e terminamos o roteiro em Berlim (Alemanha).

Espero que gostem e boa viagem!

 

Diário de Viagem: Roma - Capítulo 7

07.09


Você já ouviu falar da máxima do 'Dolce far niente'? 


Sabe, pelo menos, que é uma instituição para os italianos?

Pois bem, é algo tão simples, mas sempre tive muita dificuldade pra explicar exatamente o que era e, mais, qual o propósito daquilo.

Lembra que comentei sobre o hábito que se tem por aqui de ficar reunido em torno de praças, fontes ou escadarias 'fazendo nada'? 




Pois bem, esse é o famoso 'Dolce far niente'!

À primeira vista parece algo tão non-sense, como no poema de Drummond em que se vê a vida passar, assim, quase que impunemente, sem ação...

Pois hoje, na última hora, a bem da verdade, descobri porque se faz isso por aqui.

Estava no hotel aguardando a hora de ir embora e, como tinha mais de uma hora ainda, resolvi ir tomar meus últimos gelatos e café em Roma.

Saí com destino definido, já que bem próximo ao hotel tem duas sorveterias que se tornaram minhas preferidas neste tempo que passei aqui.

Tomei uma rua que descobri hoje cedo, cheia de vida apesar de vazia, e rumei à primeira 'gelateria' pensando na falta que isso ia me fazer, este jeito acalorado e ao mesmo tempo afetuoso, o falar alto e a atenção aos (alguns) detalhes.



Por outro lado, a satisfação de ter tido uma experiência inigualável e a sensação de completude, ainda que a falta que expliquei aí em cima estivesse também presente.

Foi aí que a ficha caiu, ou que o Tico falou com o Teco, e eu percebi que o fazer as coisas devagar, o contemplar as coisas não significa necessariamente ver a vida passar e nada fazer.



Muito pelo contrário, esses momentos de contemplação existem para tentar congelar aquele instante e parece que quanto mais tempo se emprega nisto, mais forte será a lembrança.

É algo como quando se vai à praia e fica-se um tempo observando o vai-e-vem das ondas, independentemente do número de vezes em que você já foi à praia.

E é com essa sensação que deixo a Itália, de seguramente ter muitas histórias pra contar, como as que deixei aqui nestes dias.



Arrivederci!

Diário de Viagem: Roma - Capítulo 6

 

06.09


O que fazer em seu último dia de viagem? Não sei se acontece com todo mundo, mas eu normalmente tenho essa dúvida. E aqui em Roma não poderia ser diferente...


 

Durante o dia ainda tinha algumas coisas novas pra ver, como a Piazza Navona, o Pantheon e as várias ruazinhas e igrejas que existem ali no entorno.

 

 

                                                             



Igrejas que são um show aqui em Roma, já que em qualquer uma em que de vá existe uma pintura de Rafael, ou uma escultura de Bernini, quando não é a própria tumba de Rafael, como acontece no Pantheon, uma escultura de Michelangelo aqui ou um afresco de Leonardo acolá.


 

 

 

 

 

 



Numa dessas ruazinhas, por exemplo, encontrei hoje um restaurante bem legal chamado 'Bar del Fico'. Acho que fica na Via del Fico, ou no Largo del Fico, mas já não tenho tanta certeza.

 

 

 

O que importa, de novo, é que o ambiente é muito agradável e te transporta para um universo paralelo à loucura da Piazza Navona, cheia de gente e sob o sol escaldante do verão romano.


Já em clima de despedida a ideia é repetir alguns campeões de audiência.

Agora à noite o agraciado foi o Est! Est!! Est!!! Como resistir à tentação de ir embora de Roma e não vir comer a pizza deles de novo?

Amanhã a tentativa é almoçar no 'La Carbonara' (lacarbonara.it) e ver se algo mais me surpreende na cozinha deles.

Bom, é isso! Vou comer minha pizza de gorgonzola e rucula e volto amanhã para o final da saga italiana.

 

Diário de Viagem: Roma - Capítulo 5

05.09


Dia tranquilo hoje, nada de (muito) novo no roteiro, re-visita à Piazza del Popolo, Via del Corso, Piazza di Spagna e Fontana di Trevi. 





Fora isso, almoço com vista pra Sta. Maria Maggiore, bem perto do hotel pra poder deixar os presentes no quarto antes de continuar a caminhada.



Com isso comecei a pensar sobre o que escreveria hoje.

Falaria sobre o trânsito, que parece tão desorganizado quanto o nosso, mas que tem uma dose de ordem e respeito aos pedestres que literalmente param o trânsito quando colocam o pé na faixa para atravessar a rua?

Ou sobre o (mal) hábito - que nós brasileiros já começamos a abolir - de fumar em todo lugar?

Pensei ainda nas inúmeras fontes de água potável espalhadas por toda a cidade, onde qualquer um pode de refrescar a qualquer momento do dia ou da noite.

Ou sobre o habito que as pessoas tem de ficar em volta das praças e fontes. 


Ou isso. 


Ou aquilo...

Mas nenhum desses temas me pareceu muito palpitante para compartilhar com vocês.

Por sorte criei a rotina de escrever durante o jantar e o de hoje merece referência especial.

Acabo de receber meu prato de 'Pasta al Pistacchio e Pechino' e posso dizer que este talvez seja um dos melhores pratos de macarrão que já comi.

A massa cozida divinamente "al dente". O molho perfeito, à base de pistache e tomates.

E o ambiente merece um comentário à parte.

De fora você não dá nada pro lugar, mas dentro o salão é movimentado e as paredes são cobertas por recados deixados por pessoas de toda parte do mundo que já passaram por ali.

O primeiro ambiente é um bar, com um balcão alto e de onde saem as cervejas e as contas para as mesas.

Logo em frente está o primeiro salão, onde devem caber umas 25 pessoas; no meio um corredor que separa a cozinha de outro salão mais ao fundo.

O dono é casado com uma brasileira, o que se mostra em algumas referências ao Rio de Janeiro tanto no cardápio como nas paredes do restaurante.

Pra dica ficar completa, vale pedir no final o tiramisu da casa. 


Ah sim, anotem também o nome do lugar: Hosteria La Carbonara, aberta desde 1906, e que fica na Via Panisperna (de onde é possível avistar a igreja de Sta. Maria Maggiore) nº214.



E tudo isso a um preço bem barato. 


É passagem obrigatória pra quem vem a Roma!

Diário de Viagem: Roma - Capítulo 4

 

04.09


Talvez a coisa que mais me impressionou até agora em Roma foi o Coliseu.

Ontem, antes do jantar, dei uma espichada na caminhada já que a rua da sorveteria (aquela do sorvete de limão e manjericão) cai exatamente na frente do Coliseu.

Fui até lá meio despretensiosamente só pra dar uma olhada mesmo porque era tarde e eu estava morrendo de fome.

É fantástico ver um teatro gigante a céu aberto todo em pedra e que foi construído há milhares de anos, ainda na época do A.C.

A noite bonita, a lua presente e o súbito esquecimento da fome geraram belas fotos e a mudança dos planos fazendo com que hoje eu fizesse a visita completa.



Fica a dica de que o ingresso é válido por dois dias e inclui a visita ao Coliseu e ao Palatino/Foro Romano.




Estes dois últimos são talvez a segunda coisa mais impressionante de Roma. Representam a grandeza do Império Romano e toda essa grandiosidade aparece no tamanho das obras.



O Palatino é um complexo que reúne as residências de imperadores, jardins, estádios para a pratica de esportes, etc. Mas tudo isso é de um tamanho inimaginável para os padrões atuais.




Se você não vem a Roma tão cedo, procure na internet algumas imagens para entender o que eu estou tentando dizer.


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A dica culinária de hoje fica por conta de um restaurante africano chamado 'África'. Fica na Via Gaeta nº 26, ao lado das Terme di Diocleziano.

Com ambiente ricamente decorado, te faz lembrar de boas a finas referências  do continente africano.

Como é de cozinha africana, o uso de pimenta é farto, então cuidado! 


Por outro lado, não deixe de experimentar o pão da casa, que normalmente acompanha qualquer prato. 


Parece uma pão árabe, mas a coloração é um pouco mais escura e é mais macio, parecendo uma esponja.

Vale anotar no caderninho e passar por aqui pra matar a saudade ou a curiosidade.

 

Diário de Viagem: Roma - Capítulo 3

 

03.09


Hoje o dia foi menos cansativo que ontem, mas não começou muito bem.

 

Pra quem conhece o Rio de Janeiro, é como ter chegado na Central do Brasil em obras num dia "meio-útil".

 

Pois foi assim que me senti ao chegar na estação Roma Termini (aquela mesma da chegada) pra pegar o metrô pra Villa Borghese.

 

Estação em obras (até parece que são eles a se preparar para a Copa do Mundo ou as Olimpíadas), tapumes para todos os lados, alguma desorganização e pouca informação fora e dentro da estação.

 

A entrada indicada nos tapumes leva à plataforma da Linha B, a outra, já que eu precisava usar a Linha A.

 

Lá embaixo, ninguém pra dar informação e eu, de novo, fui perguntado sobre as direções por gente que eu imaginei saber bem mais do que eu.

 

Finalmente, seguindo um pouco a intuição, um pouco o fluxo de pessoas e as poucas indicações que existiam descobrimos que teríamos que embarcar pela Linha B e andar até a plataforma da Linha A para pegar nosso trem.

 

O final da linha também não é muito animador... 

 

Ao descer na estação Spagna e depois de andar bastante lá dentro pra chegar na saída do parque onde fica o museu, a impressão é de abandono total.

 

A saída da estação dá pra uma parte do parque não muito cuidada e, como era uma manhã de sábado, o lugar estava meio deserto também.




Atravesso o parque e chego à bilheteria do museu para pegar meu ingresso e entrar na Villa. 





A partir daí o que se vê é uma coleção de respeito, a começar pelas pinturas nas paredes e no teto das salas.

 

A sala de entrada tem um teto magnifico, com uma pintura que deixaria a de muitos museus mundo afora constrangidas. 

 

Entro na primeira sala à esquerda e voilá, uma sucessão de Caravaggio. Sério, a sala deve ter bem uma meia dúzia de quadros dele. 

 

Fora isso, o museu ainda tem obras de Rafael e Ticiano, "só" isso!

 

Mas a grande (e agradável surpresa) fica por conta das esculturas. 

 

Ainda no primeiro andar na sala que fica exatamente atrás da entrada, um grande número de obras que incluem mesas e bustos em mármore das mais variadas cores, do tradicional branco ao negro, passando ainda por outro em tom de vermelho.

 

Mas é andando pelas salas que se descobre a habilidade de Gian Lorenzo Bernini, um exímio escultor que tem duas obras primas expostas ali: 'Apolo e Dafne' & 'O Sequestro de Perséfone'.

 

A visita fica muito bem paga ainda pela bela escultura de Antonio Canova, 'Pauline Borghese' que parece flutuar num colchão de mármore.

 

   


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Duas dicas gastronômicas do dia e que mostram que comer na Itália não se limita a pizza e massa.

 

A primeira é experimentar o 'funghi gratinati' do 'Ristorante Edy', que fica no Vicolo del Babuino, 4. 



 




É simples, entre a Piazza del Popolo (no final do Parco della Villa Borghese, caso queira aproveitar o passeio) e a Piazza di Spagna está a Via del Babuino e a ruazinha do restaurante é uma das primeiras do lado esquerdo (sempre considerando que você está saindo da Piazza del Popolo).

 

A segunda é mais ousada, mas remete a meus dias de Nigéria, onde experimentei de verdade comida indiana. 


Isso mesmo, todos próximos um ao outro, pude ver três restaurantes indianos em Roma. 


Eles ficam nas ruas 'Via dei Serpenti' e 'Via Cimarra', mas só consegui provar a comida do 'Le Guru', na simpática e escondida Via Cimarra. 




Depois é só chegar na esquina, atravessar a Via dei Serpenti e tomar um belo gelato de 'limone e basilico' numa sorveteria artesanal que existe ali. 






Vale a pena pela combinação diferente de sabores.

 

Diário de Viagem: Roma - Capítulo 2

 

02.09


Descobri talvez a profissão mais ingrata do mundo: guarda da Capella Sistina!

Incrível como em míseros 15 minutos a sensação de quem está lá dentro observando a obra-prima passa de "Que cara chato! Não para de pedir pra não tirar foto, pra ficar quieto..." para "Putz, que povo sem noção, todo mundo tirando foto e falando alto mesmo tendo uma série de placas e avisos por toda parte!".




A Capella é realmente fantástica. Imagine que em pouco tempo que você fica olhado pra cima (e olha que o teto é bem alto) já dá uma dorzinha no pescoço. 


Agora pense na dificuldade de um ser humano em cima de andaimes por vários meses pintado aquilo tudo. 


E o resultado é a mais perfeita perfeição (não consegui evitar a repetição, que não é demais neste caso).



Outra coisa que sempre ouvi é que é preciso percorrer todo o museu, ver todas as salas para então chegar à Capella. 


Não é verdade! 


Existe um atalho por onde se pode rapidamente chegar a ela.

Não que eu tenha feito este caminho rápido, mesmo porque tinha muito para ver em minha primeira visita ao Vaticano, mas há placas e mais placas indicando o 'shortcut'.

Como eu disse acima, tem muita coisa pra ser vista no Vaticano, além da Capella Sistina, que é a cereja do bolo e, neste sentido, até merece ser deixada pro final mesmo.

Mas os Museus do Vaticano (essa é a forma como o complexo é chamado pelos italianos) vão desde uma coleção de selos dos papas até uma exposição dos automóveis usados pelos pontífices, passando por uma sala onde na parede estão desenhados mapas dos mais diversos pontos do planeta (Galleria delle Carte Geografiche). 


 

 



Vale passar por ali!

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Depois dessa maratona vem o sofrimento - muito ligado à tradição católica - para visitar a Basílica de São Pedro.



Um sol escaldante, uma fila interminável na gigantesca praça construída à frente da igreja e apenas duas máquinas de raio-x para inspecionar todos os visitantes...



Mas o sofrimento é compensado quando se entra na basílica e se vê logo de cara o tamanho da estrutura, viro o olhar pra direita e me deparo com uma multidão tirando fotos da Pietá de Michelangelo, mais ao fundo a estátua de São Pedro e bem em frente o altar e o "cemitério dos papas".

 

 

 

 



Na saída tem-se um pouco da noção do que o papa vê quando está no alto da basílica e saúda as milhares de pessoas na praça.

Finalmente, visitar o Vaticano é algo que transcende a fé, eu diria até que a fé fica em segundo plano com as obras de arte tão perfeitas que existem ali.


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O jantar foi no Aroma, restaurante "perdido" numa esquininha da Via della Mercede (o nº é 32, pra quem quiser anotar, mas as mesas externas ficam no que seria a continuação da Via del Moretto), bem perto da Piazza di Spagna e da Fontana di Trevi.

 

 

As massas caseiras, o molho bem feito e o queijo são o casamento perfeito para quem está com fome e quer uma comida simples e bem feita.

O ambiente é legal (parece que os carros que vem da Via del Moretto vão passar reto e invadir o espaço reservado para as mesas do restaurante) em boa parte criado pela descontração e alegria dos garçons, que trazem a cozinha de casa pra sua mesa.



 

Diários de Viagem: Roma - Capítulo 1

 

01.09


Quem disse que dica de guia de viagem é tudo furada?


Acabo de entrar no Est! Est!! Est!!!, pizzaria romana antiquíssima (reza a lenda que foi inaugurada em 1.900!) e de ambiente muito agradável.


Fica num fim de rua (Via Genova, 32) e o letreiro do lado de fora, apesar de meio cafona, é inconfundível e dá a dica pro lugar.


Bem embaixo do letreiro cheio de luzes piscantes em vermelho, azul e verde tem uma varandinha com algumas mesas que volteiam a porta principal.




Do lado de dentro um salãozinho pequeno, onde devem caber umas 30 pessoas e um bar ao fundo de onde saem chopes e mais chopes de uma das mais conhecidas cervejas italianas, a Nastro Azzurro.




Um grupo de moças se dividem para recepcionar os clientes que, depois de sentados, são entregues à cordialidade e agilidade dos garçons.


O trabalho é tão dividido que nem o cara que te traz o chope pode anotar seu pedido...


Escolhi uma pizza (já que o guia dizia que o lugar é famoso pelas pizzas) Capricciosa, que está deliciosa!


Por enquanto a única mancada do guia foi dizer que é preciso reserva. 


(Detalhe: escrevi isso antes mesmo da pizza chegar e nem assim teve erro).


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A primeira impressão de Roma não poderia deixar de lado a comparação com Milão. Não que eu queira comparar as duas cidades, mas tem coisas que são inevitáveis.


À primeira vista Roma é mais caótica, desorganizada mesmo, meio suja e até o povo é mais misturado, i.e., tem muita gente de muito lugar do mundo aqui.


Incrível como vi chinês, africanos, e até  - pasmem - italianos andado pelas ruas.


Tá certo que aparentemente peguei um sentido que dava num bairro chinês, mas não achei que a exceção seriam os italianos.


Corrigida a rota, já que meu objetivo hoje era chegar à famosa Fontana di Trevi, andei por caminhos mais agradáveis, passando pela estação Termini (a mesma onde cheguei de trem hoje no horário do almoço), Piazza della Repubblica e, depois, no Palácio Quirinale.




Depois de andar bastante e as pernas já estarem pedindo arrego, no final de uma ruelazinha "qualquer" fica uma pracinha com uma fonte gigantesca, reluzente, branca, tão branca que parece que é polida todo dia,  a Fontana di Trevi!




Confesso que não esperava muito, achava que a fonte era pequena, mas o aglomerado de gente tinha fundamento.




A fonte é muito bonita e fica encravada num lugar comum (que me desculpe a vizinhança, mas a fonte poderia estar em - quase - qualquer lugar da cidade que estaria bem localizada).




Fui até a fonte e, como tradição é tradição, joguei minha moedinha por cima do ombro pra garantir minha volta a Roma.


Alguns minutos de adoração, uma e outra foto aqui e acolá e de volta pro hotel, pro merecido banho antes de vir comer a pizza do Est! Est!! Est!!! (www.anticapizzeriaricci.com).


Agora é me preparar pra visitar uma das maiores obras da história, e que eu tive a oportunidade de reproduzir numa feira de ciências na época de escola lá na Grande Mirandópolis: a Capella Sistina!

 

Blog do Fachin ganha novo endereço

O Blog do Fachin estreia um novo endereço, além do anterior. 

Agora os seguidores do blog poderão acessá-lo em dois endereços:

i) http://blog.fachin.zip.net/ ou
ii) http://blogdofachin.blogspot.com/

Por enquanto fica como teste, até para ver qual a preferência do público quanto ao layout e as funcionalidades de cada página.

O conteúdo deve ser o mesmo, até porque o début no novo endereço apresenta os "Diários de Viagem".

Diários de Viagem: Milão - Capítulo 5

Parece que a história em Milão não acaba...

Hoje, assim que levantei e abri a janela, o sol não entrou no meu quarto.

Estranho! Todo dia a luminosidade de manhã até me incomodava os olhos!

Será que é porque levantei mais cedo hoje por causa da viagem pra Roma?!

Acendi a luz, esfreguei os olhos e ouço um estrondo!

Ataque terrorista em Milão? Não pode ser!!!

E não era.

Como se estivesse no Brasil em pleno verão, uma chuva torrencial lavava a alma milanesa com tanta vontade que já pensava que iria ter problema pra chegar na estação de metrô que me levaria à Estação Central para pegar o trem para Roma.


Sem muito desespero, tomei meu banho, botei uma roupa e desci para o café.

Lá embaixo percebi que a chuva tinha diminuído e que tinha sido bom não ter sobrado espaço pro casaco na mala.

Na verdade, quando saí do hotel o tempo começava a abrir.

Até melhor, porque hoje é oficialmente o primeiro dia de trabalho dos milaneses depois das férias de verão.

Na estação de metrô (Missori) fui testar o elevador que fica atrás da escada que leva ao pátio principal.

Toquei o botão e fiquei esperando, meio incrédulo, quando de repente a porta de abre com uma voz dizendo 'Piano Zero - Uscita'.

Chegado na máquina onde de compra o bilhete fiquei feliz por não ter uma moeda de €1 e por ter sido "obrigado" pelo destino a separar uma de €2 para facilitar as coisas na estação.

Explico: como hoje terminaram as férias, o metrô volta a rodar em "bandeira 2", se é que posso usar a analogia.

Em vez do €1 habitual fui surpreendido com uma tarifa de €1,50.

Agora, já na estação em Milão, esperando a confirmação da plataforma pra embarcar no trem p/ Roma.


Plataforma confirmada, trem só nos esperando e tenho que andar muito, já que meu vagão é o último, nº 11!


Ciao Milano! Andiamo a Roma!

Diários de Viagem: Milão - Capítulo 4

 

Uma das melhores sensações quando se está no exterior é ser confundido com os locais. Ainda ontem isso me aconteceu duas vezes.

Na primeira, quando voltava pro hotel pra tomar um banho antes de sair pra jantar, uma senhora pára de carro na esquina de uma das milhares de ruelas de Milão para me perguntar onde ficava o Corso Italia.

Infelizmente não consegui ajudá-la, porque estava tão cansado em tentar achar meus próprios caminhos durante o dia todo.

Depois do banho, saí para a caminhada noturna em busca do lugar pra jantar. Já meio perdido também, um casal me pára pedindo informações sobre como chegar a uma determinada rua que nem me lembro mais qual é. Por sorte, como estava menos cansado e eles estavam a pé e - aparentemente - com tempo, pude pegar o mapa e ajudá-los a encontrar o caminho.


Agora cedo (31.08), ao chegar ao Castello Sforzesco e tirar algumas fotos logo na entrada, sou parado por duas italianas muito bonitas que me pedem p/ tirar uma foto delas na fonte em frente à entrada do castelo. Ambas falam comigo em italiano, mas como fazem o gesto universal de estender a mão e me entregar a máquina fotográfica, entendi na hora que elas queriam uma foto.

Como achei que o sol podia ter prejudicado a foto, falei pra elas - em inglês - que a foto tinha ficado escura. Aí uma delas me olhou com cara de espanto e perguntou se eu não falava italiano...


Por outro lado, ontem também fui confundido com um americano. Depois de visitar a Pinacoteca Ambrosiana acabei entrando em um lugar que não era uma rua ou uma passagem, mas sim a entrada de um prédio.

Neste momento o porteiro me chama e pergunta se eu precisava de alguma coisa. Falei que não, mas ele puxou assunto, perguntou de onde eu era, o que fazia na Itália, e no final - acho que ele me cantou - disse que eu tinha belos olhos... Com esse monte de italiano de olho azul aqui, ele me manda uma destas... Estranho, mas vida que segue!


Resolvi vir até o Corso Garibaldi, que fica próximo ao Castello Sforzesco, porque li no guia que aqui tem muitos restaurantes e o lugar é imperdível.

Não me arrependi! É como encontrar uma rua tranquila bem perto do movimento de turistas do castelo e da Via Dante (rua que liga o castelo à praça do Duomo).

Encontrei um restaurante que ao melhor estilo francês serve um 'formule' com dois pratos, uma garrafa d'água e um café por €12! Um achado.


A propósito das minha andanças por Milão, tenho que dizer que se "perder" aqui é muito fácil. As ruazinhas são todas parecidas e quando você acha que tá indo pra um lugar, de repente passa por aquele outro que visitou no dia anterior e que fica do outro lado da cidade...

E não adianta (muito) ter um mapa à mão, porque nem sempre você vai usá-lo, ou não vai encontrar a rua que quer ali ou ainda porque o bom mesmo de visitar um lugar é andar pela cidade meio sem rumo mesmo.

Bom, vamos ver o que acontece em Roma a partir de amanhã.

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Acabo de fazer uma amiga aqui em Milão.

Explico: estava eu sentado na Piazza alla Scalla depois de ter voltado da Pinacoteca di Brera e uma moça vem em minha direção perguntando alguma coisa que eu não tenho a menor ideia do que seja.

Na verdade, depois que falei em inglês com ela, ela pediu desculpas e disse que tinha marcado com uma pessoa que teria 'working info' para ela, mas como ela nunca tinha visto essa pessoa e tinha a informação de que era da minha idade, achou que fosse eu.

Ofereci um pedaço do banco a ela e tivemos uma breve conversa até que ela avistou o possível contato dela na outra calçada, se despediu e atravessou a rua.

Fiquei de olho pra ver pra onde ela ia e me levantei pra ir embora também.

Dei uma última olhada pro outro lado e ela me acenou com a mão, acenei de volta e fui feliz com minha mais nova amiga milanesa.


Pra fechar a conta em Milão, fiquei na dúvida entre voltar no restaurante do Paolo ou vir pro terraço da Rinascente comer com vista pro Duomo.

Que Paolo me desculpe, mas viu ter que voltar lá numa outra vez que vier a Milão.


 

Diários de Viagem: Milão - Capítulo 3

30.08, 16h20.

Sentado nos banquinhos do Ottimo Massimo, um restaurante/café moderno localizado no final da Via Victor Hugo, que fica bem atrás da Piazza dei Mercanti, comendo uma salada de frutas com sorvete de produção própria. Muito saboroso, experimento o de fiori de panna, que para nós seria o de nata.

Lugar tranquilo, onde passam os tram e as vespas pelas duas ruas que formam a esquina.

Pessoal atencioso e calmo, esperam por vários minutos até que eu decida o que quero, sem pressa ou pressão para que resolva logo.

Entrei aqui depois de uma jornada cansativa. Acabo de voltar de dois passeios bem legais.

O primeiro é o Duomo, visitei a parte interna antes do almoço, depois comi uma milanesa (isso os argentinos copiaram dos italianos, com certeza) e um risoto milanês no Zucca, além de experimentar, é lógico, a própria zucca, uma bebida à base de ruibarbo, bem amarga, mas vale a tradição...


Internamente o Duomo é um monstro, muito alto e...escuro! Mas quando você começa a tirar fotos, parece que os vitrais se iluminam feito mágica e as fotos ficam muito boas.

Agora, imagine aquela catedral gigantesca por dentro. Pronto! Então, são exatos 263 degraus a subir (claro que tem a opção do elevador, mas metade da graça se perde aí) para alcançar o teto da "igrejinha"!


Fora a canseira que dá, a vista é bem legal. Se vê a cidade inteira e, dizem as más línguas (eu mesmo não vi), até os Alpes!

Descer é menos cansativo, mas tem o peso de deixar a Madonina e o teto do Duomo pra trás.


O segundo passeio foi a Pinacoteca Ambrosiana, uma coleção de arte com Tiziano, Rafael, Leonardo, etc.


Não são varias peças deles, mas o final é impressionante: há uma biblioteca com o Codex Atlantico, ou seja, simplesmente os manuscritos de Leonardo da Vinci com todos seus estudos sobre máquinas escavadeiras, movimentos do corpo humano, voo das aves, etc.


Vale a visita!

Diários de Viagem: Milão - Capítulo 2

Hoje (29.08) nada de muito novo, apenas consolidando alguns conceitos sobre a cidade.

Imagine que tentei trocar alguns dólares por euros aqui e não encontrava de jeito nenhum uma casa de câmbio...

Quando achei uma, ali perto do Duomo, pra minha surpresa a taxa era (muito) pior que a que consegui no aeroporto! Um absurdo!

Descobri então que os bancos fazem câmbio. Fui até um deles que me indicou fazer no Intesa San Paolo, já que eu não era correntista.

Passei o dia rodando pelas imediações do Duomo, cheguei a passar pelo 'quadrilátero de ouro', um lugar cheio de lojas de marcas e impossível de comprar qualquer coisa.

Mas o mundo das compras não é totalmente perdido na Europa, como já tinha descoberto em Londres e Paris. Como nosso dinheiro anda valorizado, nosso salário permite comprar bastante coisa aqui de boa qualidade e com bom preço.

Falando em Paris, tem horas que Milão me lembra um pouco a capital francesa. Os prédios antigos, cheios de detalhes e bem conservados são muito parecidos, e se juntam às semelhanças que já tinha notado com Londres e Buenos Aires, fazendo de Milão uma cidade diferente mas com um ar de "conheço de algum lugar".


Neste exato momento estou me deliciando com um autêntico panino italiano, fantástico! Parma, brie, rúcula e azeite trufado! Tão simples e tão saboroso... É o mesmo lugar onde parei ontem pra lanchar às 23h, depois de mais um daqueles momentos dolce far niente nas escadarias do Duomo (Panino Giusto é o nome do lugar).

Ah, os conceitos que aprofundei hoje, já ia me esquecendo...

A história das vespas, quase que uma lenda italiana, aqui não poderia ser diferente. Em toda parte se vê alguém andando com as motoquinhas pra lá e pra cá. E gente de todo tipo, até de terno e gravata indo trabalhar.

Outro meio de transporte muito usado por aqui é a bicicleta. Tem ciclistas por toda parte, e é possível alugar uma por um período em vários lugares da cidade. Incrível como, de novo, engravatados ou "gente comum" anda de bicicleta por aqui.


E (quase) sempre pela calçada! Mas por sorte eles parecem mais tranquilos e não tentam passar por cima dos pedestres.

Agora, o lugar é seco! Mesmo no verão e com temperaturas acima dos 27/30°, estou com a boca arrebentada pela secura de Milão!

Bom, acho que por hoje é isso. Terminei meu panino, vou acabar meu prosecco e voltar pro hotel.

Hoje que achei que não ia sair nada, até que escrevi bastante. Espero que amanhã a inspiração esteja por aí.

Diários de Viagem: Milão - Capítulo 1

Ontem (27.08), na vinda do aeroporto para o hotel, percebi que a cidade tem muitas semelhanças com Buenos Aires (não quero dar a impressão de que foi Milão que copiou Bs. As.) e um toque sutil de Londres.

No ônibus, conheci um casal de finlandeses, que tava mais perdido que eu. Tiveram dificuldade para entender que era preciso validar o bilhete no ônibus, na verdade nem tinham um e um senhor italiano, vendo a dificuldade deles, se levantou e deu um bilhete para eles. Era um tipo simples, meio bronco até, mas me chamou a atenção o cuidado e a preocupação dele com o casal.

Ainda no ônibus eles me perguntaram se eu sabia onde era o Duomo, ao que respondi que não, mas ia descer ali pois meu hotel deveria ser perto da catedral.

Descemos no último ponto do 73, iniciamos uma conversa meio sem pé nem cabeça, até descobrir que eles tinham morado um tempo no Brasil.

Começamos, então, a vagar pela rua até encontrar um casal de italianos com seus dois filhos que nos deram algumas indicações, apesar de estarmos em hotéis diferentes.
Essa família me indicou perguntar para uns policiais que estavam ali na praça o caminho até meu hotel.

Não pude deixar de notar que o verão pra eles foi muito bem aproveitado, todos bronzeados, gente bonita por toda parte e o astral sempre pra cima.

Chego no hotel, um senhor muito simpático na recepção me ajuda com um check-in rapidíssimo. Tomo um banho e saio pra almoçar.

Comi um nhoque aos quatro queijos num restaurante que me dava vista pro Duomo. Ali começou meu exercício de dolce far niente. Fiquei um tempão entre o almoço, uma taça de gelato e um café, sempre olhando para o comportamento das pessoas, garçons e colegas de refeição.

Entre uma caminhada e outra parei para um gelato de chocolate e pistache. Esse sim é o verdadeiro sorvete de pistache!

À noite, encontrei um restaurante muito simpático chamado 'Papà francesco', onde o showman Paolo demonstrava na prática a teoria de que os italianos são ousados na abordagem às mulheres. Paolo é um manager do lugar, se não for o dono, e mesmo sendo casado e ter dois filhos (ele comenta isso quase que de mesa em mesa), não se furta a lançar galanteios às belle ragazze que aparecem em seu restaurante.

Insiste para os garçons que façam contato com cada pessoa que pára em frente ao cardápio que fica na calçada à porta do estabelecimento.

Em dado momento, vem até mim e pergunta meu nome e de onde sou. Faz o mesmo com dois outros clientes, cada qual sozinho em sua mesa. E finaliza dizendo que somos três sozinhos, mas um grupo!

Descubro aí que a sogra de Paolo é brasileira, de São Paulo, com que ele cria uma identidade comigo e chega a me oferecer um limoncello quando já tinha pago a conta e ia me despedir dele.

Hoje, depois de visitar a Igreja Sta. Maria delle Grazie e o Cenacolo Vinciano, sento em um café para fazer um lanche.


Peço um brioche alla creme, delicioso por sinal, e um cappuccino con panna.

Sentado em minha mesa, ouço uma senhora que passa em frente ao Café dizendo repetidas vezes "Ma Donna Mia".

Incrível, mas todos no Café, incluindo eu, nos levantamos e olhamos em direção ao ocorrido.

Um tram passou por um carro e lhe arrancou o espelho retrovisor. Olho pra trás e todo mundo no bar vendo a mesma cena que eu...

Uma mulher, que estava de passageira no carro, desce, recolhe os cacos no meio da rua e volta pro carro aos berros com o/a motorista.

Nesta hora, em mais um momento dolce far niente, resolvi escrever esse diário pra retratar alguns fatos que tenho visto aqui em Milão.

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